Peixe Ornamental


Leptosoma

Posted in L,Leptosoma,Ph Alcalino por dumdummusica em 5 de Abril de 2009


Nome Popular: Leptosoma
Nome Científico: Cyprichromis leptosoma
Família: Ciclídeos
Habitat: África ( Tanganyika )
pH: 7.8 a 9.5
Temperatura: 24º a 28º
Dureza: 15º a 25º dH
Tamanho Máximo: 10cm
Sociabilidade: Grupo
Agressividade: Pacífico
Manutenção: Média
Zona do Aquário: —
Aquário Mínimo: 200L
Alimentação: Onívoros: flocos, grânulos, liofilizados e alimentos vivos.
Características É a menor espécie do gênero Cyprichromis.Possui corpo com formato hidrodinâmico (torpedo), alongado, delgado, cabeça pontiaguda. Possui dimorfismo sexual, onde o macho geralmente é um pouco maior e mais colorido que as fêmeas.Quanto a coloração os machos podem apresentar o corpo variando de um tom cinza claro ao azul escuro, dependendo da variedade geográfica (diversas variedades geográficas são conhecidas), as nadadeiras anal e dorsal pode variar do azul escuro/preto ao azul claro, a nadadeira caudal pode ser azul ou amarela. As fêmeas normalmente sao cinzas e sem graça comparada ao colorido dos machos. Dentro de uma mesma população podemos encontrar machos com colorações diferentes.
Um fenômeno interessante que pode ser observado nessa espécie e que pelo fato da fêmea não ser colorida, um macho que possui a nadadeira caudal azul pode gerar filhotes com caudal amarela ou vice-versa, depende dos genes fornecidos pela fêmea; por não ser colorida, nunca se sabe se a fêmea possui genes pra nadadeira caudal amarela ou azul (a não ser que se conheça os pais desta).
Na natureza são encontrados grandes cardumes, às vezes contendo milhares de indivíduos, formados por várias espécies diferentes de Cyprichromis e Paracyprichromis, habitando águas abertas próximos a costões rochosos em profundidades que variam dos 5 a 30metros de profundidade. Ocorre na costa oriental entre Mpulungu na Zâmbia e Kigoma na Tanzânia.
Um aquário ideal para essa espécie deve possuir bastante espaço livre para nadar, ter no mínimo 1 metro de frente, e ser tampado. Ocupa uma parte do aquário que normalmente é pouco utilizada pela maioria das espécies : a região intermediária e mais próxima a superfície. Raramente aproxima-se do fundo do aquário, portanto não possui o habito de cavar como outros ciclídeos. Possui baixa agressividade tanto intra quanto inter-específica quando comparado a outros ciclídeos africanos. Por essas e outras razões são peixes bastante desejados por aquariófilos do mundo todo.
Assim como outros tanganyikas, são muito sensíveis quanto aos parâmetros de compostos nitrogenados.Trocas parciais devem ser feitas semanalmente num volume de 20 a 35% do volume total com água em iguais parâmetros aos do aquário. Por serem peixes de cardumes, não deveriam ser mantidos em um número pequeno de indivíduos (6 a 8 indivíduos no mínimo), quando mantidos em um número pequeno não demonstram seu verdadeiro comportamento de cardume, não desenvolvem suas cores reais e muitas vezes vivem estressados, acuados imóveis num canto qualquer do aquário. A necessidade do aquário ser tampado é porque esses peixes costumam se assustar facilmente.Na natureza quando um dos peixes é atacado por um predador ele instintivamente salta para fora da água para despistar seu agressor. Além disso , durante a época reprodutiva também costuma saltar para fora da água. Na natureza, um de seus predadores naturais são as Frontosas, portanto nunca devem ser colocadas juntos pois , há um grande risco da frontosa achar que as sardinhas são seu almoço.
Reprodução: Os Cyprichromis, diferentemente da maioria dos outros tanganyikas são incubadores bucais. A reprodução ocorre na meia água. O macho possui um território tridimensional em água aberta, no qual o protege contra outros machos intrusos e tenta cruzar com toda fêmea que passa por esse território.Se uma fêmea aceitar o convite do macho , este curva seu corpo e treme sua nadadeira ventral. A fêmea , ao liberar os ovos que são fertilizados pelo macho , os captura em sua boca antes que estes cheguem ao fundo.Estes permanecem na boca da fêmea por cerca de 20 a 25 dias até o momento de sua soltura (esse período pode variar influenciado por fatores externos: temperatura, pH, dureza…).Durante este período ela quase não se alimenta, processo semelhante a outros incubadores bucais.Quando próximos do momento da soltura é possível observar os olhinhos dos filhotes dentro da boca da mãe. Uma boa proporção entre machos e fêmeas , num aquário , seria 1 macho para cada 3 fêmeas.Na natureza um único macho pode acasalar com cerca de 30 a 40 fêmeas.
Uma outra característica desse gênero é que depois que os filhotes são libertados da boca da mãe, estes nunca mais voltam a boca da sua progenitora.

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